Libellula

Quatro módulos, cada um com limite declarado.

O que cada módulo faz e o que ele nunca faz. O segundo par é tão importante quanto o primeiro — é o que separa uma plataforma de segurança defensiva autorizada de uma ferramenta genérica de varredura.

Módulos

Attack Surface Management

Descobre domínios, subdomínios, IPs, serviços, repositórios e contas cloud ligados à organização, e mantém o inventário atualizado com verificação de propriedade por DNS TXT, arquivo HTTP, documento aprovado ou agente.

Nuncaalcança ativo fora da allowlist declarada, mesmo que ele pertença à organização.

Validação segura de vulnerabilidades

Coleta prova de existência reprodutível e não destrutiva, sem escrita e sem exfiltração, sob autorização com perfil e janela declarados. Só a partir dessa prova o produto usa a palavra vulnerabilidade.

Nuncaexplora, escreve, apaga ou extrai dado do ativo alvo — nem para provar o achado.

Data Exposure Intelligence

Encontra os caminhos que expõem dado pessoal, credencial e segredo fora do perímetro — e não os lê. O que fica registrado é a prova de que o caminho existe, com mascaramento aplicado antes da persistência.

Nuncalê o conteúdo do que encontrou, armazena dado pessoal íntegro nem o transporta em e-mail, webhook, URL ou notificação.

Breach simulation controlada

Executa cenário simulado com limite de taxa, janela declarada e dupla aprovação, medindo se a defesa viu e em quanto tempo.

Nuncausa payload destrutivo nem simula fora da janela e do escopo aprovados.

Como achamos o que você não sabe que tem

A objeção é justa: se só alcançamos o que foi declarado, não achamos shadow IT — que é o motivo de existir da categoria. A resposta está na diferença entre descobrir e tocar.

Descoberta não toca o alvo

Certificate Transparency é um conjunto de logs públicos onde as autoridades certificadoras registram cada certificado que emitem. Um certificado emitido para interno.suaempresa.com.br publica a existência daquele nome no mundo inteiro — tenha ele DNS público ou não, saiba você dele ou não. Ler esse registro é ler um documento público: a sua infraestrutura não é contatada.

O que aparece entra como descoberto

Nunca como verificado. A descoberta prova que o nome existe, não que a sua organização é dona dele — e tratar as duas coisas como a mesma é o erro que faz uma plataforma varrer o servidor de outra pessoa.

Descoberto só aceita coleta passiva

Para que um ativo passe a receber coleta que toca o alvo, alguém precisa provar a propriedade. Até lá ele fica no inventário, visível e contado, sem nunca ter recebido um pacote nosso.

É por isso que o inventário cresce sozinho e a allowlist continua valendo. O que a allowlist limita não é o que enxergamos — é o que tocamos.

Postura é cobertura de controle, não lista de problemas

Uma matriz de ativo por camada, com quatro estados. O quarto é o mais importante.

Verificado

O controle existe e foi comprovado por evidência com origem e data.

Parcial

O controle existe em parte da superfície do ativo, e a lacuna está declarada.

Ausente

Sabemos que o controle não existe. É um problema medido.

Sem informação

Não sabemos. Não é ausência de risco nem presença dele — é ausência de observação.

O quarto estado é hachurado, nunca colorido, porque distinguir “sabemos que está mal” de “não sabemos” muda toda a leitura. Um painel que pinta o desconhecido de verde inventa uma cobertura que não existe; um que pinta de vermelho inventa um problema que não foi medido.

Detecção testada, não declarada

A camada Detecção da matriz é preenchida por teste.

Como funciona

Mudanças benignas provocadas dentro do escopo autorizado, com aviso prévio ao SOC, medindo se a defesa viu e em quanto tempo. Criar um usuário local com nome marcado, alterar uma regra de firewall, escrever um arquivo inerte em caminho declarado.

Por que avisar não invalida

O objetivo é medir se a defesa vê, não surpreendê-la. A equipe sabe que haverá uma janela de teste; não sabe qual mudança será provocada nem em que momento. O resultado é do controle, e não das pessoas de plantão.

Três peças que sustentam o resto

Agente Sentinel

Coletor interno somente-leitura, instalado pelo seu time. Cobre camadas que varredura externa não alcança e é a prova mais forte de propriedade.

Nunca executa comando enviado pela plataforma, não lê conteúdo de dados, não transmite segredo e não abre porta de escuta.

Plano de ação

Fila única de remediação alimentada por findings, exposições, postura e pontos cegos.

Ação sem responsável aparece como bloqueada, com o aviso explícito do que fica comprometido enquanto durar.

Prova de não-execução

Recibo assinado por período com alcances avaliados, permitidos e recusados, e a afirmação verificável de que os itens excluídos nunca foram tocados.

É a evidência que sustenta “deny by default” fora do código.